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Dicas

Valorização de imóveis em 2026: o custo de esperar

A valorização de imóveis residenciais segue firme no Brasil, e o cenário que se forma para os próximos meses tende a acelerar esse movimento. Os preços de venda subiram 6,52% em 2025, na segunda maior alta anual dos últimos 11 anos, segundo o Índice FipeZap, e o Copom reduziu a Selic para 13,75% em setembro, no quinto corte consecutivo. Com crédito mais barato, a demanda volta ao mercado e os preços acompanham. Para quem pretende comprar ou investir, adiar a decisão passou a ter um custo mensurável.

Por que esperar pode sair caro?

Enquanto o comprador espera, a valorização de imóveis segue seu curso. Com a queda dos juros, famílias que estavam fora do mercado voltam a ter acesso ao financiamento e passam a disputar os mesmos imóveis. Mais demanda sobre uma oferta que não cresce no mesmo ritmo significa preços mais altos e menos espaço para negociar.

O custo de esperar pode ser estimado de forma simples. Considere um apartamento de R$ 500 mil e uma valorização anual de 6%, próxima da média registrada pelo FipeZap em 2024 e 2025:

Momento da compraPreço estimadoDiferença em relação a hoje
HojeR$ 500.000–
Daqui a 12 mesesR$ 530.000+ R$ 30.000
Daqui a 24 mesesR$ 561.800+ R$ 61.800

Simulação ilustrativa, com base na média recente do Índice FipeZap. Não representa garantia de valorização de nenhum imóvel específico.

Em dois anos, a espera pode representar o equivalente a uma entrada inteira de financiamento em muitos imóveis de padrão médio. E esse cálculo ainda não considera o crescimento patrimonial que o comprador deixa de acumular no período.

Os preços já voltaram a acelerar

O primeiro semestre de 2026 começou devagar e ganhou tração mês a mês. O FipeZap registrou alta de 0,51% em abril, acelerando em relação a janeiro (0,20%), fevereiro (0,32%) e março (0,48%). A sequência mostra que a valorização de imóveis deixou para trás a fase de desaceleração e retomou o ritmo de alta.

PeríodoÍndice FipeZap (venda residencial)Referência de inflação
2024+7,73%Acima da inflação do período
2025+6,52%IPCA +4,18% · IGP-M –1,05%
12 meses até maio de 2026+5,59%IGP-M +1,95%

Os números dos últimos anos confirmam ganho real consistente. Em 2025, o IPCA acumulou 4,18%, e todas as 56 cidades monitoradas registraram aumento de preços. A valorização de imóveis não ficou restrita a um mercado aquecido isolado e alcançou o país inteiro.

A queda dos juros traz os compradores de volta

A taxa de juros é o principal motor dos ciclos de valorização de imóveis. Antes do início dos cortes, o Copom manteve a Selic em 15%, o maior nível em quase duas décadas, por dez meses seguidos. Nesse período, boa parte dos compradores que dependem de financiamento ficou fora do mercado, e quem tinha recursos próprios encontrou espaço para negociar.

Esse quadro está mudando. Com os cinco cortes realizados em 2026, a Selic acumulou redução de 1,25 ponto percentual, e a mediana do boletim Focus indica Selic de 12% em 2027 e 10,5% em 2028. Segundo a Abrainc, cada ponto percentual de queda na Selic devolve a cerca de 160 mil famílias o acesso ao financiamento habitacional. Pela mesma proporção, o corte acumulado neste ano já representaria algo próximo de 200 mil famílias em condições de voltar ao mercado.

O repasse aos bancos acontece com defasagem, o que abre uma janela específica: os juros já caíram, a demanda ainda não voltou por completo, e os vendedores ainda estão abertos a negociar. Para quem avalia o momento de comprar imóvel, essa janela tende a se fechar à medida que o crédito ficar mais barato e mais compradores disputarem os mesmos imóveis.

Valorização de imóveis: nem todo imóvel segue o mesmo ritmo

A urgência vale para o imóvel certo. A média nacional esconde diferenças grandes: Salvador liderou as capitais em 2025 com alta de 16,25%, enquanto Aracaju e Goiânia registraram as menores variações, de 2,23% e 2,55%. Dentro de uma mesma cidade, bairros e tipologias também seguem ritmos próprios.

Os fatores que mais pesam na valorização de imóveis:

  1. Localização e entorno: comércio, serviços, escolas e transporte por perto. Obras de infraestrutura costumam antecipar valorização, e quem compra antes delas captura esse ganho
  2. Tipologia: nos 12 meses até março de 2026, imóveis de um dormitório lideraram a valorização, com 7,42%, contra 4,82% das unidades de três e de quatro ou mais dormitórios
  3. Oferta disponível: regiões consolidadas, com pouca área para novos empreendimentos, tendem a valorizar mais rápido, e os bons imóveis nelas saem do mercado primeiro
  4. Conservação: o terreno e a localização concentram a valorização, e a manutenção preserva o valor da parte construída
  5. Liquidez: imóveis que atendem a vários perfis de comprador e locatário sustentam preço na revenda

Valorização de imóveis e aluguel: o ganho que começa no primeiro mês

Para quem investe em locação, o custo de esperar é duplo. Além da valorização do preço, cada mês sem o imóvel é um mês sem renda de aluguel. O índice de locação residencial do FipeZap registrou altas de 16,55% em 2022, 16,16% em 2023 e 13,50% em 2024, e o aluguel segue pressionado enquanto parte das famílias ainda não consegue financiar a compra.

O rendimento de imóveis destinados à locação soma, portanto:

  • Ganho de capital: a valorização do preço ao longo dos anos
  • Renda de aluguel: o valor recebido mensalmente, descontados vacância, manutenção, impostos e administração

Quem compra antes do reaquecimento pleno do mercado entra com preço mais baixo e começa a receber aluguel mais cedo, duas vantagens que se acumulam com o tempo.

E em Santa Maria?

Santa Maria reúne vetores de demanda que não dependem de um único ciclo. A UFSM e as demais instituições de ensino renovam o público de locação todos os anos, a rotatividade militar mantém um fluxo contínuo de famílias chegando à cidade, e o capital do agronegócio da região central do Estado busca no investimento imobiliário urbano uma forma de proteger patrimônio. Com a queda dos juros, esses públicos passam a ter ainda mais condições de comprar, o que tende a sustentar a valorização de imóveis na cidade. Na experiência da Cancian, os imóveis bem localizados no eixo central são os primeiros a sair do mercado quando a demanda volta a crescer.

Perguntas frequentes

É um bom momento para comprar imóvel?

O cenário atual combina preços em aceleração, juros em queda e uma demanda que ainda não voltou por completo ao mercado. Quem compra agora tende a encontrar mais espaço de negociação do que haverá quando o crédito ficar mais barato e mais famílias voltarem a disputar os mesmos imóveis.

Vale a pena esperar a Selic cair mais para comprar?

A queda dos juros barateia o financiamento, mas também traz mais compradores e pressiona os preços. O que se economiza na parcela pode ser consumido pela valorização de imóveis durante o período de espera, especialmente nos bairros mais procurados.

Quanto um imóvel valoriza por ano no Brasil?

Não existe um percentual fixo. O Índice FipeZap registrou alta de 7,73% em 2024 e de 6,52% em 2025, acima da inflação nos dois anos. O resultado de cada imóvel depende da cidade, do bairro, da tipologia e do estado de conservação.

Imóvel antigo também valoriza?

Sim, principalmente quando está em região consolidada e bem conservado. A localização concentra a maior parte da valorização, e um imóvel antigo bem posicionado pode superar um lançamento em um bairro com excesso de oferta.


Quem acompanha a valorização de imóveis de perto sabe que o momento da compra também faz parte do resultado. É essa leitura, construída ao longo de mais de 13 anos acompanhando o mercado de Santa Maria, que a Cancian Imóveis coloca à disposição de quem compra ou investe. Fale com nosso time para conhecer os imóveis disponíveis antes do próximo ciclo de alta, ou acompanhe no Instagram a análise contínua que fazemos desse mercado.

cancianimoveis.com.br · @cancianimoveis

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